
Susy Haga - 3bpm.
Oi, gente. Vocês tão “bão”?
Fui a Curitiba pra conhecer o MON - Museu Oscar Niemeyer - e sai muito satisfeita. Primeiro, visitei a exposição da Anita Malfatti, depois de Marc Riboud e depois mais outros que não vêm ao caso. Vamos lá:
Anita Malfatti nasceu na cidade de São Paulo em 1889. Com a morte de seu pai, Samuel Malfatti, a mãe da então menina, Betty Krug, viu -se obrigada a dar aulas de desenho para o sustento das duas. Foi assim que Anita tomou gosto pela arte. Em 1910, financiada por seu padrinho, Anita viaja para Alemanha para estudar pintura, desenho e gravura, bem na época do Modernismo Alemão, tendo Lovis Corinth, o pintor mais fantástico do movimento Realista Alemão, como mestre e professor.
“Os acontecimentos precipitavam-se tão depressa, que eu me lembro de ter vivido como dentro de um sonho. Nada do que acontecia se assemelhava com o que havia acontecido no Brasil.”
“Comprei incontinente uma porção de tintas, e a festa começou” Anita Malfatti
Logo depois, em 1915, vai para os EUA onde cria suas obras mais famosas. Essas duas viagens foram fundamentais para formação acadêmica de Anita na qual a polêmica tomou enorme proporção. Ao voltar para São Paulo, em 1917, Anita expõe suas obras em um atelier particular com obras que carregavam claramente as influências das vanguardas europeias. No mesmo instânte, Monteiro Lobato publica a critica “Paranoia ou misfiticação”. A ousadia de Anita e a imbecilidade de Lobato deram impulso a Semana de Arte Moderna em 1922. É por meio desta crítica que Anita conhece Oswald de Andrade e seu futuro companheiro Mário de Andrade - ambos poetas modernistas e idealizadores da Semana de 22. Em 1930, Anita se torna professora de desenho do Mackenzie até 1932. Depois passa a lecionar no atelier de sua casa. No entanto, Anita começa a sentir tédio do movimento que ajudou a solidificar no Brasil e passa a retomar a pintura tradicional pintando paisagens. Ela e Mário rompem em 1940. Cansada de viver na cidade, anita passa a viver em sua chácara em Diadema, dedicando-se ainda mais a pintura bucólica, pois era aquilo que acalmava seu espírito. Em 6 de novembro, falece em São Paulo.

A Chinesa, 1921/1922. Óleo sobre a tela. 100x 77,3 cm.

Nu cubista 1, 1925/1917. Óleo sobre a tela. 51x39cm


Primeiro:Retrato de Oswald de Andrade, 1925. Óleo sobre a tela. 51 x 44,5cm
Segundo: Retrato de Mario de Andrade, 1921/1922. Óleo sobre a tela. 51 x 41cm
Minha opinião:
Anita Malfatti foi uma pintora que, na minha opinião, carregava a verdadeira alma artística que todo criador deveria ter, pois pintava o que sentia, como sentia, apenas o que queria; pintava o seu espírito de estado e, principalmente, usava a pintura para expressar suas angústias. A obra que mais gostei foi esta, que mostra muito a influência do Expressionismo Alemão de que tanto gosto. Bendito seja Lovis Corinth!

A amiga (Retrato de mulher), 1915/1916. Carvão sobre papel. 62,6 x 47,8 cm
Minha Opinão e descrição sobre Marc Riboud e suas obras:
Marc Riboud é um fotografo francês que registra a realidade invisível por meio de um olhar poético. O fotográfo registrou momentos nas favelas do Brasil em 2009. É dono de um olhar sensível e inquieto. Fotografa com sua alma, o mundo, sem construir barreiras. Consegue misturar jornalismo com poesia. A sua clicada mais famosa é a da estudante americana em frente ao Pentágono colocando uma rosa na arma de um dos militares afim de protestar contra a guerra do Vietnã. Essa foto é tão famosa que foi incorporada em um filme, baseado em uma série de história em quadrinhos criada por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, chamado Watchmen. E, sem dúvida, é a minha preferida. Se tudo que é sólido desmancha no ar, a fotográfia poética de Riboud consegue, por um instante, congelar momentos.

Washington, EUA, 1967

Paris, 1953
Pintor da Torre Eiffel luta contra vertigem sem nenhuma proteção.
Informações
Local: Museu Oscar Niemeyer
Endereço: Marechal Hermes,999 - Centro Cívico - Curitiba Pr
Tel: 41 3350 4414
Preço do ingresso: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes. Entrada franca para maiores de 60 anos e menores de 12. Acesso gratuito no primeiro domingo de cada mês.
Horário: De terça a domingo, das 10h às 18h







































